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Tiers e decisões

Os valores apresentados neste documento representam a intenção de design do Weave Network.
Todos eles devem ser configuráveis por arquivos de configuração e datapacks.

A progressão é pensada para ser previsível, escalável e coerente com o modelo de contenção da Trama.

Tabela de tiers

A tabela abaixo apresenta os valores padrão e o throughput máximo de uma Weave Network para cada Core e Singularidade.

TierCanais (c)Itens (p/c)Fluidos (p/c)Energia (p/c)Standby (FE/t)Buffer (Controller)Buffer (+/Port)Buffer (+/Fiber)Anchor/Gate
T0 (Sem Core)1 Auto1 it/t250 mb/t500 FE/t0 FE/t0 FE0 FE0 FEFalse
T1 (Crude Core)2 Auto16 it/t4.000 mb/t32.000 FE/t5 FE/t50.000 FE500 FE50 FEFalse
T2 (Stable Core)4 Auto ou Manual64 it/t16.000 mb/t128.000 FE/t20 FE/t200.000 FE2.000 FE100 FEFalse
T3 (Dense Core)12 Auto ou Manual256 it/t64.000 mb/t512.000 FE/t80 FE/t800.000 FE8.000 FE200 FEFalse
T4 (Reinforced Core)24 Auto ou Manual1.024 it/t256.000 mb/t2.048.000 FE/t320 FE/t3.200.000 FE32.000 FE500 FEFalse
T5 (Flow Singularity)8 Auto ou Manual81.920 it/t20.480.000 mb/t163.840.000 FE/t2.560 FE/t12.800.000 FE64.000 FE1.000 FEFalse
T5 (Density Singularity)96 Auto ou Manual1.024 it/t256.000 mb/t2.048.000 FE/t1.280 FE/t6.400.000 FE64.000 FE1.000 FEFalse
T5 (Link Singularity)24 Auto ou Manual1.024 it/t256.000 mb/t2.048.000 FE/t1.280 FE/t6.400.000 FE64.000 FE1.000 FETrue

Transição entre tiers

Rede T1 → T2

Este é o momento em que o Weave Loom se torna obrigatório.

O jogador deixa de apenas conectar blocos e passa a:

  • planejar um projeto energético
  • produzir materiais estabilizados
  • escolher conscientemente quando avançar

Aqui o Loom não atua como gargalo.
Ele atua como professor.

Rede T3 e acima

A partir do T3, o Loom deixa de ser apenas um meio de produção e passa a ser infraestrutura crítica da rede.

Nesse ponto:

  • custos crescem de forma agressiva
  • tempo se torna fator arquitetural
  • a automação do Loom vira necessidade

Ignorar o Loom nesse estágio é sabotar a própria rede.

Como escolher seu próximo tier

Algumas diretrizes práticas:

  • Se falta previsibilidade e filtros básicos, avance para T1 e T2.
  • Se sua base possui muitos fluxos paralelos e regras encadeadas, T3 é o próximo passo.
  • Se você precisa de backbone crítico e throughput extremo, T4 é o caminho natural.

Por que cada tier existe

T0 (Sem Core): bootstrap

Existe para aprendizado e primeiro contato com o sistema.

Resolve:

  • conexão básica
  • entendimento do fluxo

Não resolve:

  • escala

T1 (Crude Core): controle mínimo

Existe para introduzir o Controller como autoridade real da rede.

Resolve:

  • direção
  • limites simples
  • previsibilidade básica

Não resolve:

  • bases grandes

Observação sobre canais no T1

O Crude Core opera com 2 canais automáticos, totalmente gerenciados pelo Controller.

Esses canais:

  • não são configuráveis manualmente
  • não expõem interface de canal
  • existem apenas para permitir paralelismo básico entre payloads

No T1, o jogador não precisa pensar em canais.
Eles evitam contenção prematura e permitem crescimento orgânico.

T2 (Stable Core): infraestrutura funcional

Existe para ser o primeiro ponto de conforto em Vanilla e packs leves.

Resolve:

  • fábricas pequenas e médias
  • múltiplos payloads
  • início de automação via Loom

Não resolve:

  • backbone complexo

T3 (Dense Core): backbone

Existe para sustentar paralelismo real e regras compostas.

Resolve:

  • bases grandes
  • múltiplos fluxos simultâneos
  • controle condicional avançado

Cobra:

  • energia constante
  • arquitetura bem pensada

T4 (Reinforced Core): infraestrutura crítica

Existe para cenários extremos.

Resolve:

  • backbone pesado
  • redes de escala absurda
  • cenários de servidor

Cobra:

  • planejamento energético rigoroso
  • decisões conscientes

Singularidades: exceção intencional

Singularidades não existem para subir tier.

Elas existem para forçar um aspecto específico do sistema além do que seria saudável como padrão.

Decisão formal sobre o T0

O T0 existe exclusivamente para aprendizado e bootstrap.

Ele:

  • participa do modelo de contenção
  • não consome energia
  • não entra em colapso
  • possui throughput propositalmente insignificante

Curvas de custo

No Weave Network, custo não cresce com o volume transportado por unidade.

Ele cresce com o quanto você tenta manter a Trama:

  • estável
  • paralela
  • governada por regras
  • em estado anômalo

A progressão sempre pressiona três eixos ao mesmo tempo.

Custo de contenção

É o custo mínimo por tick para manter a Trama coesa.

Se esse custo não é pago:

  • a rede não desaparece
  • a capacidade ativa é reduzida de forma previsível
  • ao zerar o buffer total, ocorre o collapse

Capacidade ativa

Cada tier define um teto teórico de capacidade.

A energia disponível determina quanto dessa capacidade está realmente ativa.

Na prática:

  • o throughput cai de forma suave
  • nada explode
  • nada é perdido
  • a rede fica progressivamente menos viva

Custo lógico

Mover volume custa pouco.
Decidir custa mais.

O que pesa no sistema:

  • quantas Portas estão ativas
  • quantas regras são avaliadas
  • quão complexas são essas decisões

O sistema recompensa arquitetura e pune complexidade gratuita.

Forma da curva

A curva de custo é intencionalmente suave até o T2.

  • T0 e T1 focam em aprendizado
  • T2 introduz infraestrutura energética real
  • T3 pressiona decisões arquiteturais
  • T4 impede que o tier vire padrão

Singularidades quebram limites.
Elas não definem progressão.